Lançado em 2010 o “Guia de Brechós do Rio de Janeiro” de Manuela Borges, ajuda aos interessados nesta busca pelo consumo da moda de brechó, neste guia, a autora mapeou os locais da cidade do Rio de Janeiro onde acontece este fenômeno. Constam no livro 62 endereços divididos por bairro, que ainda incluem a cidade de Niterói e as feiras livres. Em cada verbete verificam-se, além das informações de serviço, qual tipo de mercadoria o leitor pode encontrar, e uma classificação do estilo do brechó em Pop, Clássico e Chique. Numa interessante conversa com a autora do livro pude verificar algumas peculiaridades de sua pesquisa sobre os brechós. Manu afirma que a idéia de usar o tema Brechós para a sua pesquisa surgiu em 2009, “eu precisava escolher um tema pro projeto final da faculdade de design na PUC-Rio. O curso era design gráfico, mas eu queria fazer algo ligado à moda e consumo, que é um assunto que me interessa. Então o guia juntava essas duas questões. Resolvi focar em brechós porque vi que era um assunto atual e ainda pouco explorado, ainda mais aqui no Rio. Adoro brechós e sei que muita gente também, mas faltava informação aprofundada sobre eles. Então o projeto foi um protótipo do livro, bastante elogiado. Depois levei a idéia a algumas editoras, uma delas gostou e resolveu editar o guia.”
Numa comparação com os brechós em outros cidades do Brasil como São Paulo e cidades da Europa e Estados Unidos (onde este tipo de comercio é mais comum), Manu diz que os brechós daqui são muito mais informais, “nos EUA, Europa e até em SP, brechós são negócios levados mais a sério. As pessoas entendem mais, os comerciantes são muito mais organizados, as lojas têm mais estrutura pra captar e vender mercadoria. O ponto positivo daqui é que o Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil, onde nascem os modismos, onde vêm os turistas... Temos aquela informalidade chique de que todos falam, e isso tem muito a ver com moda de segunda mão. Os brechós daqui tem muito potencial, mas precisam se organizar e se levar mais a sério.”
Os brechós aparecem no guia separados por bairro, mas também recebem a classificação de CLÁSSICO, CHIQUE ou POP. Clássicos são aqueles onde é preciso garimpar mais, chiques são aqueles mais arrumadinhos, que priorizam grandes grifes. E pops são aqueles feitos por gente jovem, ligados nas tendências, que tão sempre na mídia, que organizam eventos legais.... Isso independente do tipo de roupa (semi nova, nova, vintage etc) que vendem.
Kel: Os estabelecimentos conhecidos como brechós possuem um estigma de serem lugares empoeirados e amontoados de roupas e objetos. Diante dos resultados da pesquisa, como ficou sua visão a respeito dos brechós?
Manu: Aqui no Rio ainda existem muitos que fazem jus a esse estigma. Pessoalmente eu prefiro quando o brechó é limpo, independente do tipo de roupa que vende, mas muita gente considera esses brechós entulhados um charme, e acham que se todos os brechós fossem limpos, iam perder a graça... Acaba que só os brechós CHIQUES é que são bem limpinhos, porque os donos sabem que seu público não tá afim de poeira e traças,,,,, O brechó Eu Amo, em Santa Teresa, é o único no Rio que é especializado em vintage, mas que mantém a limpeza e organização sempre. Esse brechó de todos é meu preferido, aliás.
Kel: Você como freqüentadora de brechós pode dizer o porque da sua escolha por este tipo de vestuário?
Manu: Sim! Adoro brechós porque acho que eles têm uma aura mágica. Meus olhos brilham quando entro... Você nunca sabe o que vai encontrar, cada peça ali é única, um achado, uma conquista. São varias propostas diferentes em um só lugar, seu olhar tem que estar afiado pra nao deixar passar uma peça incrível ou uma pechincha... Acho emocionante! E tenho especial paixão peças peças vintage e antigas. Amo camisetas surradas, cintos gastos com couro de qualidade, vestidos de vovó... Os usados mesmo, sabe, não aquele “gastinho de boutique” que a gente vê por aí... Gosto de misturar essas peças velhas de verdade com roupas novas e mais “polidas” que compro nas lojas comuns. Fora que comprando em brechós a gente ta reaproveitando uma coisa que podia ter ido pro lixo. Fala-se tanto de “consumo consciente”, “eco friendly” “onda verde” etc etc etc na moda, mas na maioria das vezes isso é puro marketing. Já os brechós são ecologicamente corretos por essência, porque tratam da questão do reaproveitamento.
A partir do que a Manu nos relatou aqui é possível fazer uma série de inferências a respeito dos aspectos particulares do comércio de roupas usadas na cidade do Rio de Janeiro. O principal aspecto que se destaca é o fato desse comportamento ser moderno!
Numa comparação com os brechós em outros cidades do Brasil como São Paulo e cidades da Europa e Estados Unidos (onde este tipo de comercio é mais comum), Manu diz que os brechós daqui são muito mais informais, “nos EUA, Europa e até em SP, brechós são negócios levados mais a sério. As pessoas entendem mais, os comerciantes são muito mais organizados, as lojas têm mais estrutura pra captar e vender mercadoria. O ponto positivo daqui é que o Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil, onde nascem os modismos, onde vêm os turistas... Temos aquela informalidade chique de que todos falam, e isso tem muito a ver com moda de segunda mão. Os brechós daqui tem muito potencial, mas precisam se organizar e se levar mais a sério.”
Os brechós aparecem no guia separados por bairro, mas também recebem a classificação de CLÁSSICO, CHIQUE ou POP. Clássicos são aqueles onde é preciso garimpar mais, chiques são aqueles mais arrumadinhos, que priorizam grandes grifes. E pops são aqueles feitos por gente jovem, ligados nas tendências, que tão sempre na mídia, que organizam eventos legais.... Isso independente do tipo de roupa (semi nova, nova, vintage etc) que vendem.
Kel: Os estabelecimentos conhecidos como brechós possuem um estigma de serem lugares empoeirados e amontoados de roupas e objetos. Diante dos resultados da pesquisa, como ficou sua visão a respeito dos brechós?
Manu: Aqui no Rio ainda existem muitos que fazem jus a esse estigma. Pessoalmente eu prefiro quando o brechó é limpo, independente do tipo de roupa que vende, mas muita gente considera esses brechós entulhados um charme, e acham que se todos os brechós fossem limpos, iam perder a graça... Acaba que só os brechós CHIQUES é que são bem limpinhos, porque os donos sabem que seu público não tá afim de poeira e traças,,,,, O brechó Eu Amo, em Santa Teresa, é o único no Rio que é especializado em vintage, mas que mantém a limpeza e organização sempre. Esse brechó de todos é meu preferido, aliás.
Kel: Você como freqüentadora de brechós pode dizer o porque da sua escolha por este tipo de vestuário?
Manu: Sim! Adoro brechós porque acho que eles têm uma aura mágica. Meus olhos brilham quando entro... Você nunca sabe o que vai encontrar, cada peça ali é única, um achado, uma conquista. São varias propostas diferentes em um só lugar, seu olhar tem que estar afiado pra nao deixar passar uma peça incrível ou uma pechincha... Acho emocionante! E tenho especial paixão peças peças vintage e antigas. Amo camisetas surradas, cintos gastos com couro de qualidade, vestidos de vovó... Os usados mesmo, sabe, não aquele “gastinho de boutique” que a gente vê por aí... Gosto de misturar essas peças velhas de verdade com roupas novas e mais “polidas” que compro nas lojas comuns. Fora que comprando em brechós a gente ta reaproveitando uma coisa que podia ter ido pro lixo. Fala-se tanto de “consumo consciente”, “eco friendly” “onda verde” etc etc etc na moda, mas na maioria das vezes isso é puro marketing. Já os brechós são ecologicamente corretos por essência, porque tratam da questão do reaproveitamento.
A partir do que a Manu nos relatou aqui é possível fazer uma série de inferências a respeito dos aspectos particulares do comércio de roupas usadas na cidade do Rio de Janeiro. O principal aspecto que se destaca é o fato desse comportamento ser moderno!
bjs!

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