Você deve estar se perguntando qual a diferença entre uma peça antiga, uma roupa usada, e um objeto vintage. Antes de discutir sobre uma possível categorização dos artigos de moda de brechó é interessante refletir sobre uma pergunta que abre o capitulo de introdução do livro “Vintage – The Art of Dressing up”, na qual Tracy Tolkien questiona a atração contemporânea pelo que é do passado. “Mas porque, neste novíssimo século, o grupo fashion insiste em retroceder o relógio?” Respondendo ao próprio questionamento, ela afirma que ao comprarmos uma roupa nova, existe a idéia de que se está fazendo uma escolha livre, no entanto, na verdade as decisões já foram tomadas pela indústria da moda. A massificação das formas, a limitação no uso dos tecidos e a produção em série das peças, faz com que seja difícil a tarefa de exibir, por meio do vestuário, um conceito de individualidade.
Segundo a autora, um dos atrativos do objeto vintage para consumidores de moda no século XXI é a possibilidade de (re)criação de looks inspirados em tendências de décadas passadas ou a (re)invenção de um estilo pessoal, adequado a este século, sem contudo, aparentar como um figurante saído de algum filme de época. Tolkien declara que por meio do vintage, mesmo com a moda “empacotada” do nosso século, é possível se vestir de uma maneira mais autoral.
Então fica a pergunta: O que é vintage (um termo tão usado atualmente que é fácil se perder no seu significado)? Uma palavra de origem inglesa que serve para indicar o ano e a safra de vinhos e outras bebidas, contudo, o conceito estendeu-se a outros bens de consumo e passou a designar também roupas e artigos usados e, desta forma, foi incorporado ao vocabulário de moda. Nos anos 80 o termo passou a representar roupas de outras épocas. O vintage, antes de tudo, é algo colecionável, é um acessório, objeto ou peça de vestuário que possui alto valor estético, e na maioria das vezes também grande valor monetário. No caso da indumentária, o vintage é geralmente uma peça de alta costura que representa uma época passada devido a elementos específicos. Para se distinguir um vintage é necessário o reconhecimento de alguns aspectos essenciais como: o estilo, que representa o valor do design de uma peça de época; a utilização de tecidos nobres e de acordo com o período no qual a peça foi supostamente confeccionada, para isso é importante um exame cuidadoso, principalmente em peças manufaturadas; e acima de tudo analisar o valor histórico da peça como um artefato cultural que expressa valores e conceitos de determinada época.
O aumento na procura por peças de época e o aquecimento deste tipo de mercado, modificou a aparência dos locais onde é possível conseguir este tipo de produto. Compradores em potencial que tinham a antiga idéia de que lojas mofadas e empoeiradas, logo descobriram a experiência de compra em lojas vintage pode ser comparada com qualquer outra experiência de compra. Contudo, para a maioria, o “garimpar” peças e encontrar grandes “achados” é o mais excitante da aquisição de uma peça de outra época.
Então fica a pergunta: O que é vintage (um termo tão usado atualmente que é fácil se perder no seu significado)? Uma palavra de origem inglesa que serve para indicar o ano e a safra de vinhos e outras bebidas, contudo, o conceito estendeu-se a outros bens de consumo e passou a designar também roupas e artigos usados e, desta forma, foi incorporado ao vocabulário de moda. Nos anos 80 o termo passou a representar roupas de outras épocas. O vintage, antes de tudo, é algo colecionável, é um acessório, objeto ou peça de vestuário que possui alto valor estético, e na maioria das vezes também grande valor monetário. No caso da indumentária, o vintage é geralmente uma peça de alta costura que representa uma época passada devido a elementos específicos. Para se distinguir um vintage é necessário o reconhecimento de alguns aspectos essenciais como: o estilo, que representa o valor do design de uma peça de época; a utilização de tecidos nobres e de acordo com o período no qual a peça foi supostamente confeccionada, para isso é importante um exame cuidadoso, principalmente em peças manufaturadas; e acima de tudo analisar o valor histórico da peça como um artefato cultural que expressa valores e conceitos de determinada época.
O aumento na procura por peças de época e o aquecimento deste tipo de mercado, modificou a aparência dos locais onde é possível conseguir este tipo de produto. Compradores em potencial que tinham a antiga idéia de que lojas mofadas e empoeiradas, logo descobriram a experiência de compra em lojas vintage pode ser comparada com qualquer outra experiência de compra. Contudo, para a maioria, o “garimpar” peças e encontrar grandes “achados” é o mais excitante da aquisição de uma peça de outra época.
O vintage alcançou realmente o grande público na virada do milênio, quando celebridades de Hollywood voltaram a se inspirar nas atrizes dos anos 20, 30 e 40, a era dourada de Hollywood, e passaram a aderir ao estilo desfilando peças de épocas passadas nos tapetes vermelhos em aparições públicas de visibilidade global como a premiação The Academy Awards , mais conhecida como The Oscar . O vestido usado pela atriz Julia Roberts quando recebeu sua primeira estatueta pelo filme "Erin Brockovich", em 2001, tornou-se uma referência em se tratando da temática vintage. O modelo foi criado por Valentino em 1982. As celebridades que constantemente são vistas usando roupas vintage poderiam obviamente usar alta costura contemporânea em qualquer dia da semana, estão passando uma importante mensagem com este ato: usar vintage é possuir o que ninguém mais pode ter, diz respeito a individualidade, é estar belo sem parecer com qualquer outra pessoa.
O crescente uso de modelos vintage por aqueles que influenciam o comportamento do grande público, mostra que os tempos de uma estrita ditadura da moda imposta pelos designers se foi faz umas duas décadas. Desde 1985 o individualismo se tornou umas das questões mais importantes em moda, o que proporcionou a criação de looks individuais devido ao aumento da variedade de diferentes estilos. O conceito de uma obsolescência embutida na moda parece, no momento, ultrapassada, já que os estilos de outras épocas não desaparecem por completo, pois os fragmentos de várias décadas agora coexistem nas coleções lançadas a cada temporada. Diante da afirmação anterior, é possível falar de uma moda constantemente influenciada por um estilo retrô? E o que é o retrô?
A palavra retrô é de origem francesa e significa antiquado, a partir dos anos 60 o termo passou a ser usado para denominar um estilo de roupas antigas que voltava ao cenário da moda. Nos anos 70 Yves Saint Laurent causou polêmica ao lançar uma coleção retrô inspirada nos anos 40, a qual foi repudiada por aqueles que ainda não haviam esquecido os horrores da Segunda Guerra. No século XXI, o estilo retrô continuou sendo relacionado às modelagens e ao espírito das roupas usadas em décadas passadas.. Nesta oposição entre o “novo” o “velho”, a relação da moda com seu passado recente se estabelece numa dinâmica na qual o presente possui um direito natural sobre o passado, visto que toda nova moda é uma recusa à moda precedente. Já a moda retrô tem seus elementos relacionados a um momento específico da história e insere o usuário numa rede de referências culturais e históricas.
Não é somente o vintage e o retrô que dominam o mercado de segunda-mão, a maioria dos produtos oferecidos pelos brechós são as peças usadas, as semi-novas e até mesmo as muito antigas, mas nunca usadas, são os objetos que constituem este tipo de comércio baseado na reciclagem de uma moda do passado, do não totalmente novo, ou até do quase recente, do que tem uma história por ter sido de outra pessoa.
Ui!! Acho que falei muito?!
Bjs!
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